Unifesp usa a nota do Enem de uma forma diferente; entenda

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), maior vestibular do país, é utilizado como forma de acesso ao ensino superior principalmente pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e pelo Programa Universidade para Todos (ProUni). Mas nem todas as universidades o utilizam dessa forma: algumas preferem elaborar um processo de seleção próprio com base na nota – ou pontuação – obtida pelo candidato no Enem.

É o caso da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que decidiu adotar o Sisu em apenas alguns cursos e, em outros, um processo seletivo único que usa o resultado do Enem como primeira fase, sendo a segunda fase uma prova à parte para os selecionados. Nesse processo, chamado de “misto”, a nota do Enem é usada sem considerar a teoria de resposta ao item (TRI), ou seja, levando em conta apenas o número de acertos dos candidatos.

Cursos da Unifesp oferecidos pelo sistema misto (Enem + segunda fase)
Ciências Biológicas (Diadema)
Engenharia Química (Diadema)
Ciências Biológicas (São Paulo)
Fonoaudiologia (São Paulo)
Medicina (São Paulo)

A TRI é o que faz as notas do Enem serem medidas não com base no número “cru” de acertos, mas sim pela coerência das respostas (o que permite avaliar se a pessoa chutou, por exemplo, o que diminui a nota) e pela régua que estabelece notas máximas e mínimas para cada uma das quatro provas objetivas, de acordo com o desempenho geral dos alunos. Assim, pessoas com o mesmo número de acertos podem ter notas diferentes.

Já o sistema misto da Unifesp desconsidera a TRI e utiliza apenas o número de acertos dos estudantes, como na maioria dos vestibulares. Os candidatos a um dos cursos oferecidos pelo sistema misto devem se inscrever à parte na Unifesp, informando o número de inscrição no Enem.

 

Fonte: Guia do Estudantes

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