Unicamp recebe final da Olimpíada Nacional de História neste sábado

Campinas (SP) vai sediar, neste sábado (20), a final da 8ª Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB). A competição, que teve mais de 40 mil inscritos este ano, reunirá 1,1 mil alunos e professores de todo o país na Unicamp.

Ao todo, são 275 equipes que chegaram à final presencial após disputarem cinco fases com provas online. Com 59 times, o Ceará é o estado que tem representantes, em seguida aparecem Rio Grande do Norte e São Paulo.

Diferencial
Nessa competição, o diferencial é não haver uma única resposta para o problema. Os estudantes decidem em grupo as possíveis soluções.

A olimpíada foi desenvolvida pelo Departamento de História da Unicamp. A competição é aberta para escolas públicas e particulares.

As equipes devem ser formadas por um professor de história e mais três estudantes do ensino fundamental (8º e 9º anos) e médio (todos os anos).

As equipes de todo o país participaram de cinco fases online. As questões tinham respostas mais e menos complexas e eram de múltipla escolha. Além disso, elas foram respondidas pelos estudantes por meio de debate com os colegas, pesquisa em livros, internet e orientação dos professores e cada etapa teve duração de uma semana. Este ano o tema escolhido foi “Escola, lugar de história”.

Região
Uma escola de Valinhos (SP) teve duas equipes classificadas para a final da competição. Segundo o professor de história geral César Augusto Mendes Cruz, do Colégio Etapa, essa é a primeira vez que isso acontece.

“Nós começamos com nove equipes e teremos duas na final. São seis alunos, uma com três alunos do segundo ano do ensino médio e outra com três alunos do terceiro ano do médio”, conta.

Para chegar a essa fase, segundo o professor, foi realizada uma preparação com os estudantes a partir do mês de março.

“Aula sobre o perfil da prova, justamente pela especificidade de ser uma prova que não tem certo ou errado […] uma preparação para eles se habituarem com o perfil inusitado da prova. Quando a prova começa em maio, a gente se reúne para fazer a discussão das questões. Eu apenas oriento a discussão”, explica.

Cruz afirma ainda que outro diferencial da prova é que as equipes podem chegar ao mesmo resultado usando caminhos diferentes. “O interessante da olimpíada é que dependendo da questão as equipes divergem muito, selecionam opções distintas e mesmo assim chegam ao mesmo resultado”, revela.

Expectativa
A aluna Géssica Freitas, de 17 anos, é uma das finalistas da competição. Apesar da proximidade do evento, ela afirma que está tranquila. “Estou ansiosa é pelo intercâmbio cultural”, conta.

A jovem, que cursa o 3º ano do ensino médio e vai prestar ciências sociais no vestibular, afirma que ganhar uma medalha seria legal, mas ressalta que já está feliz por participar. “Já vou estar muito feliz de estar lá”, finaliza.

A competição ocorre neste sábado, no período da manhã, na Unicamp. A entrega das medalhas será realizada em uma cerimônia no Tênis Clube de Campinas, no domingo (21).

 

Fonte: G1.globo

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