Duas a cada dez vagas da USP serão preenchidas pelo Sisu

A Universidade de São Paulo (USP) destinará cerca de 20% de suas vagas na próxima edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). De cada 10 vagas, serão duas reservadas para a seleção que ocorre através da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sendo 76% destinadas a estudantes de escola pública. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Dentre os cursos tradicionais, somente a Faculdade de Medicina ainda não discutiu a adesão. Somente o Instituto de Física e a Escola de Engenharia de São Carlos recusaram a inclusão de vagas no sistema.

Com as recentes entradas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), da Escola Politécnica (Poli), da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e da Escola de Comunicações e Artes (ECA), além do aumento de vagas das unidades que já participaram no último ano, o aumento de vagas da USP no Sisu aumentou 45% em relação ao ano passado.

Comparação com última edição

No total, serão 2.171 vagas oferecidas pelo sistema do Enem, de um total de 11.072 (8.901 continuarão sendo reservadas ao vestibular tradicional da Fuvest). Das 2.171, 1.332 serão para escola pública, das quais 327 reservadas a estudantes pretos, pardos e indígenas. As 512 vagas restantes são para ampla concorrência.

No ano passado, primeiro ano de participação da USP, foram ofertadas 1.489 vagas, distribuídas em 140 cursos. Mas, devido às altas notas exigidas para alguns cursos, 11 cursos terminaram sem nenhum aprovado. Ao fim do processo, só 814 vagas (55% do total destinado) foram preenchidas pelo Sisu.

Para o pró-reitor de graduação, professor Antonio Carlos Hernandes, isso se deve ao número limitado de chamadas das quais a USP participou no Sisu (agora, em vez de apenas quatro, haverá um número ilimitado de chamadas até que as vagas sejam todas preenchidas) e a elevada nota mínima exigida para que os estudantes pudessem concorrer às vagas – que chegava a 700, em alguns cursos. Cada unidade da USP define a nota mínima para seus cursos, mas Hernandes garantiu que elas serão mais baixas este ano.

 

Fonte: Guia do Estudante

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